Andou a Miss ocupadíssima em diligências de espécie vária e, a bem da verdade, relegou para os confins a arte de compor umas frases sobre o bolachudo quotidiano. Mas - lá diz o povo, que às vezes diz bem e outras nem tanto -, "mais vale tarde do que nunca"; portanto, em homenagem a tão grandioso pensamento e antes que o lusco-fusco invada os ingredientes, atira-se a Miss à prosa, sempre com a alma na bolacha.
Parece então acontecer que, por muito que alguns tal queiram, ainda não é desta que o calendário para. Assim sendo, avançam os mortais, uns mais transidos que outros, conforme o corpo se molda às temperaturas, para "março marçagão, em que se come bolacha e se descansa do pão" (aprofundadas pesquisas atribuem esta verdade a uma tetravó da Miss, adequadamente sábia e bolachudíssima).
Como é evidente, o facto tem as suas consequências: por exemplo, o célebre Dia da Mulher, em março incluído, é uma ocasião historicamente documentada para que os seres humanos (sim, que a Miss dispensa ânsias por causa de quotas!) possam escolher um sabor que lhes quadre e viver um muito bolachudo momento na melhor companhia, que bem pode ser a própria.
| || versão "Pega & Leva, by Miss Bolachuda || |
Então, como a imaginação é a mãe do que de melhor existe no mundo, Miss Bolachuda pede uma razão (só uma, mas muito, muito boa!) para que o Dia da Mulher tenha o sabor especial das suas bolachas - valem razões maternas, carinhosas, solidárias, curiosas, espirituais, fraternas, gulosas, arrojadas... e até, desta vez e why not?, egoístas e parentes próximas.
Para que isto aconteça, o percurso é (mais ou menos) o que o poeta ditou: o ser humano quer, a razão sonha-se, a bolacha nasce. Satisfeita, Miss Bolachuda oferecê-la-á, com as suas irmãs de forno, à autoria da razão mais apreciada - e por aqui se verá que, efetivamente, os GOSTO(S) se discutem mesmo!
Como nota final, é importante dizer que a Miss tem dias de dúvidas, mas o seu voto espera-se sempre de qualidade -como as suas bolachas, pois claro! Haja razões!