Retirando estas palavras das verdades profundas da vida, dirá a Bolachuda que não lhe tem apetecido prosar, apesar de inúmeras peripécias que poderia aproveitar, se fosse dada a fait-divers. Enfim, estragou-se o forno, estragou-se a paciência, misturaram-se trabalhos improváveis que pariram noites mal dormidas e maus humores quase militantes... adiante: não foi fácil, este estio com temperaturas que incomodam qualquer Miss pelo menos tão Bolachuda como esta e tão grande velocidade na corrida que é quase outono outra vez.
Mas tudo se recompõe, a natureza segue o seu curso e eis que ágeis mãos humanas tocaram o forno, que voltou a tilintar ao fim do tempo necessário para fazer sair o que é preciso. Ainda assim, algumas ilações foi possível tirar, e partilha-as a Bolachuda para evitar maiores males.
Definitivamente, não há que estar na cozinha com pensamentos alhures, porque sai tudo torto. Garante a Bolachuda que o estrago é tremendo quando se amassa em revolta: é bem possível que a farinha seja esquecida - e nunca é bem a mesma coisa! - ou falte um ovo ou outro para abrandar a fúria com que se dá a volta à tigela. Não resulta. Cozinha é espaço de entrega, de dádiva, de coração. Nada pode ser demasiado grave quando se quer fazer coisas boas.
Definitivamente, não há que estar na cozinha com pensamentos alhures, porque sai tudo torto. Garante a Bolachuda que o estrago é tremendo quando se amassa em revolta: é bem possível que a farinha seja esquecida - e nunca é bem a mesma coisa! - ou falte um ovo ou outro para abrandar a fúria com que se dá a volta à tigela. Não resulta. Cozinha é espaço de entrega, de dádiva, de coração. Nada pode ser demasiado grave quando se quer fazer coisas boas.
Por isso mesmo, aflições grandes sanadas, recomeça a Miss a antecipar o prazer da lareira, o frio dos fins de tarde, as cores bonitas das folhas antes da nudez do inverno, as castanhas, os frutos secos, as ventanias na cara, as chuvadas no cabelo, a noite fechada quando ainda são sete horas e... bolachas e outras coisas boas, como habitualmente.
Os tempos têm sido de leituras investigativas e experiências mais ou menos corajosas, portanto é previsível um inverno fecundo neste hemisfério. Para começar, saem as BOLACHAS DO CORAÇÃO. Para quem ama, pois claro - elas andam aí.
| BOLACHAS DO CORAÇÃO, setembro 2015: aveia, chocolate & avelãs |