Neste outono em que S. Pedro luta contra o calendário, dá-se a Bolachuda a meditações sobre a real necessidade de tantos fios que se ensarilham: ligação aqui, ligação ali, mais umas que enredam noutras as terceiras ligadas às décimas, e eis que a aflição se instala e o cansaço sobrevém. Está cansada, a Bolachuda, e o seu coach interior, que em versão de fabulário não passa de grilo falante, grita-lhe com ênfase que pare. Com certeza, é um pedido - e, como todos os que lhe falam à consciência, levanta sinais vermelhos de limites intransponíveis.
É por isso que, dada a "mais vale cortar que enlear", desligou a Miss uns quantos fios, pelo menos durante uns tempos, e resolveu ficar-se prosaicamente por estes lados, apenas de vez em quando, assentando o dedo na escrita ao sabor do leve aroma da bolacha, quando ele falar mais alto. Mais nada. Em volta, a vida acontece-lhe e (espera) os amigos estarão sempre no sítio do costume, que é como quem diz aquele em que os podemos encontrar, mesmo na mais fraterna ausência, quando queremos estar juntos.
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